Guia do Estomizado
                   

Guia do Estomizado

Glossário

Anastomose: a formação cirúrgica de uma passagem entre dois espaços ou órgãos normalmente distintos. Um "gancho" no intestino, uretra, artéria, veia, etc., criado depois que uma parte é removida.

Ânus: a parte final do reto.

Barreira de pele: qualquer uma das várias substâncias usadas para cobrir a pele ao redor do estoma. Pode ser uma placa flexível, pasta, etc.

Benigno: não canceroso, não maligno.

Bolsa: dispositivo de coleta para os dejetos eliminados do corpo através do estoma.

Carcinoma: câncer, crescimento maligno.

Cistectomia: remoção da bexiga. Se a bexiga for removida, algum tipo de desvio urinário será necessário.

Cistoscopia: um exame do interior da bexiga.

Colite: inflamação do intestino grosso. Um tipo particularmente grave é a colite ulcerativa, que pode exigir uma ileostomia.

Colite ulcerativa: uma forma de doença inflamatória do intestino em que se formam úlceras no revestimento intestinal do cólon e do reto. Grave, muitas vezes provocando sangramento, a diarréia é o primeiro sintoma dessa doença, que ocorre com mais freqüência em adultos jovens.

Cólon: parte do intestino que armazena a comida digerida e absorve a água. Também mencionado como intestino grosso.

Colostomia: abertura cirúrgica do cólon (intestino grosso) trazido à superfície abdominal:

permanente (colostomia final): perda de parte do cólon e, geralmente, do reto.
temporária: permite que a parte inferior do cólon e/ou o reto cure-se ou descanse.
sigmóide: abertura na porção mais baixa ou final do cólon.
transversa: abertura no cólon transverso (parte superior do abdômen, região média ou direita).

Conduto colônico: um tipo de desvio urinário. Um curto segmento do cólon é cortado, mantendo-se intactos o suprimento de sangue e a enervação. A porção é fechada em uma extremidade, os uréteres são conectados a ela e o final aberto é conduzido através da parede abdominal para formar o estoma. Essa porção torna-se o conduto ou passagem da urina para fora do corpo. As extremidades remanescentes do intestino são reconectadas e reassumem a função de expelir as fezes.

Conduto ileal (alça de Bricker, alça ileal): operação de desvio urinário que permite à urina passar dos rins e uréteres para fora do corpo através de um pequeno conduto feito com o intestino delgado. É semelhante ao conduto colônico, mas o íleo é usado nesse caso, não o cólon. O estoma geralmente fica na região direita inferior do abdômen.

Cone: parte de um conjunto de irrigação para colostomia sigmóide. Peça plástica em formato de cone no fim de um tubo, ajusta-se confortavelmente ao estoma para conduzir um líquido para dentro da colostomia.

Congênito: que está presente ou existe no momento do nascimento.

Cristais urinários: cristais pontiagudos e arenosos que podem formar-se num estoma de desvio urinário ou na pele periestomal sem proteção. Dissolvem-se ao ser lavados com uma solução de vinagre branco e água.

Desvio urinário: qualquer um dos vários procedimentos cirúrgicos realizados para desviar a urina de rins, uréteres, bexiga ou uretra doentes ou com mau funcionamento. Em muitos desvios, um novo caminho é formado para a urina através da parede abdominal para o exterior do corpo, o que envolve a construção de um estoma ou a sutura de um tubo no local para a drenagem da urina. Se um estoma for feito, geralmente uma bolsa será utilizada.

Diverticulite: inflamação dos divertículos (pequenas bolsas no cólon). Pode provocar abscessos, cicatrização com estrangulamento ou perfuração do cólon com peritonite em casos severos.

Diverticulose: presença de divertículos (pequenas bolsas no cólon).

Doença de Crohn: ileíte, enterite regional ou doença granulomatosa do intestino. Doença inflamatória do intestino que penetra profundamente na mucosa em qualquer parte do intestino grosso ou delgado. Em determinados casos, uma ileostomia se torna necessária. Entretanto, a doença de Crohn pode voltar a se manifestar depois da cirurgia.

Doença inflamatória do intestino (DII): termo geral para a colite ulcerativa e a doença de Crohn.

Eletrólitos: sais e minerais necessários para a saúde do corpo.

Encrustação: área cinzenta e elevada que às vezes surge na pele ao redor de um estoma urinário. É provocada pelo contato da urina alcalina com a pele. Faz-se a prevenção por meio de uma barreira de pele bem ajustada que cubra toda a região em volta do estoma.

Enzima: substância formada em células de plantas e animais que inicia ou acelera reações químicas específicas.

Estenose: estreitamento do estoma que pode causar obstrução.

Estomaterapeuta, enfermeiro(a): também conhecida como enfermeiro(a) de estomia. É uma pessoa que cuida e ensina aos pacientes estomizados. Um curso com treinamento especial para os profissionais registrados é necessário para a certificação.

Estomia: abertura cirurgicamente criada na parede abdominal para a eliminação do dejeto corporal. Refere-se às colostomias, ileostomias e urostomias. É também usada para se referir ao estoma.

Esto/ostomizado: uma pessoa que tem uma colostomia, ileostomia ou urostomia.

Exostrofia da bexiga: defeito congênito que pode exigir uma cirurgia para desvio urinário. A bexiga aparece exposta fora do corpo.

Fístula: uma passagem anormal entre dois órgãos internos ou de um órgão interno para a superfície do corpo.

Flange: componente plástico moldado de um sistema de bolsas de duas peças, reutilizável, que se conecta à bolsa de estomia. A flange adere à pele em volta do estoma.

Gastroenterite: uma inflamação do estômago e dos intestinos.

Hérnia: uma protrusão (inchaço) de um órgão ou tecido através de uma estrutura que comumente o contém.

Hérnia (abdominal): a protrusão de um órgão interno através da musculatura abdominal; pode ocorrer ao redor de estomas.

Íleo: a parte mais baixa ou final do intestino delgado.

Ileostomia: uma abertura do íleo em que o final do intestino delgado (íleo) é cirurgicamente trazido para fora através de uma abertura no abdômen. O conteúdo intestinal é expelido do corpo por meio dessa abertura.

Incontinência urinária: inabilidade da bexiga para reter a urina, provocando gotejamento ou umedecimento incontroláveis.

Nefrostomia: abertura cirúrgica do rim. Nesse desvio urinário, um cateter (tubo de nefrostomia) é suturado no local para drenar a urina.

Obstrução: bloqueio da ileostomia indicado por parada parcial ou completa do fluxo ileal.

Pele periestomal: a pele que se encontra imediatamente ao redor do estoma ou que o toca.

Peristaltismo (movimento peristáltico): movimento de compressão nos uréteres e no segmento ileal que empurram para baixo o dejeto.

Pólipo: pequena projeção dentro do intestino, muitas vezes com o formato de um cogumelo, podendo também ser achatada. Geralmente é benigno, mas também pode ser maligno.

Polipose adenomatosa familiar (pólipos múltiplos): doença rara que se manifesta em famílias onde o cólon e o reto contêm muitos pólipos. Requer supervisão médica regular de todos os membros da família por causa de sérias complicações e de uma forte tendência a desenvolver-se como câncer.

Prolapso: uma queda para fora da parede abdominal em que o estoma fica mais comprido.

Prótese: um substituto artificial para uma parte perdida do corpo, tal como um braço ou perna, olho ou dente, usado por razões cosméticas, funcionais ou ambas.

Refluxo: quando o fluxo retorna por onde veio. Isso significa que a urina, num desvio urinário, retorna da bexiga para os rins.

Resecção: remoção cirúrgica ou excisão.

Reto: a parte mais baixa do intestino grosso.

Retração: o estoma afunda para dentro do corpo.

Revisão: construção de um novo estoma quando o original não funciona bem.

Sistema de drenagem noturna: recipiente grande com um tubo que pode ser conectado à válvula no fundo de uma bolsa de urostomia enquanto o estomizado dorme ou está descansando na cama. Esses sistemas (disponíveis no comércio ou feitos em casa) fornecem uma capacidade de armazenamento adicional, impedem que as bolsas fiquem muito cheias e afastem-se da pele, além de manter o fluxo da urina longe da pele. É essencial que o tubo permaneça sempre acima do nível da urina no recipiente, de forma que a drenagem da urina não seja interrompida.

Trato urinário: o sistema do corpo composto por rins, ureteres, bexiga e uretra. A urina é excretada nos rins, desce pelos uréteres, acumula-se na bexiga e passa para fora do corpo por meio da uretra.

Urostomia continente: variação cirúrgica do desvio urinário pelo conduto ileal. O cirurgião constrói um reservatório interno e uma válvula ou estoma com um segmento do íleo. Na urostomia continente, o segmento é separado do restante do intestino; as extremidades remanescentes são reconectadas e reassumem a função de expelir as fezes. Uma válvula adicional é construída onde os uréteres se ligam ao reservatório. Isso impede o refluxo da urina aos rins. A urina é drenada para o reservatório algumas vezes por dia com um cateter introduzido por meio da válvula ou estoma.

Vesicostomia: desvio urinário em que a bexiga abre-se diretamente para um estoma, localizado a meio caminho entre o umbigo e o osso púbico. Algumas são continentes, drenadas a intervalos regulares com um cateter. A vesicostomia convencional necessita de uma bolsa. Uma vesicostomia é, geralmente, temporária.

Visitador estomizado: pessoa que sofreu uma cirurgia de estomia e foi especialmente treinada para visitar outras pessoas antes ou pouco depois de uma cirurgia de estomia. Esse visitador oferece apoio e informação, não aconselhamento médico.

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