Guia do Estomizado
                   

Guia do Estomizado

6 Tipos de Ileostomias

6.1 Ileostomia padrão ou de Brooke
6.1.1 Indicações
6.1.2 Dejeto
6.1.3 Cuidado
6.2 Ileostomia continente (bolsa abdominal)
6.2.1 Indicações
6.2.2 Dejeto
6.2.3 Cuidado
6.3 Reservatório íleo-anal (bolsa em J)
6.3.1 Indicações
6.3.2 Dejeto
6.3.3 Cuidado

Há três tipos principais de desvios do intestino delgado (quando o cólon inteiro é removido). O cirurgião e o paciente irão determinar o tipo mais adequado de cirurgia. Alguns dos critérios para a seleção do tipo de desvio são determinados pelo processo da doença, idade, estado geral de saúde e a preferência do paciente.

6.1 Ileostomia padrão ou de Brooke

Ileostomia padrão ou de Brooke

A ileostomia padrão é do tipo predominante nas cirurgias de ileostomia. A porção final do íleo é puxada através da parede abdominal e um segmento é virado para trás e suturado à pele, deixando um íleo projetado , arredondado e suave como final da ileostomia . A estomia é, sempre que possível, realizada na parte inferior direita localizada numa superfície plana, suficientemente livre de irregularidades. O dejeto fecal não poderá ser controlado e exigirá a utilização de uma bolsa coletora.

6.1.1 Indicações:

• Colite ulcerativa
• Doença de Crohn
• Polipose familiar
• Complicações decorrentes do câncer

6.1.2 Dejeto:

• Consistência líquida ou pastosa
• Drenagem imprevisível.
• Contém enzimas digestivas residuais
• Muito alcalino
• Corrosivo

6.1.3 Cuidado:

• Proteção para a pele
• Bolsa drenável sempre recortável e fundo aberto

6.2 Ileostomia continente (bolsa abdominal)

Ileostomia continente

Uma ileostomia continente é uma variação cirúrgica da ileostomia padrão. Os pacientes não precisarão usar uma bolsa externa. Cria-se uma ileostomia continente quando uma porção do íleo é virada para trás por cima de si mesma, de forma que um reservatório se forme dentro do abdômen. Uma válvula no formato de um bico é construída com parte do íleo. O estomizado insere um cateter algumas vezes por dia para drenar o conteúdo do reservatório.

6.2.1 Indicações:

• Colite ulcerativa
• Polipose familiar
• Complicações decorrentes do câncer

6.2.2 Dejeto:

• Consistência líquida ou pastosa. Altamente corrosivo por conter enzimas proteolíticas e ser altamente alcalino.

6.2.3 Cuidado:

• Drenar periodicamente com um tubo (cateter especial)
• Cobertura para o estoma.

Uma ileostomia continente é uma variação cirúrgica da ileostomia padrão. Os pacientes não precisarão usar uma bolsa externa. Cria-se uma ileostomia continente quando uma porção do íleo é virada para trás por cima de si mesma, de forma que um reservatório se forme dentro do abdômen. Uma válvula no formato de um bico é construída com parte do íleo. O estomizado insere um cateter algumas vezes por dia para drenar o conteúdo do reservatório.

6.3 Reservatório íleo-anal (bolsa em J)

Reservatório íleo-anal

Uma outra opção para certos pacientes é o reservatório íleo-anal (bolsa pélvica), que é uma bolsa interna feita com o íleo e posicionada sob a pelve. Outros nomes para as bolsas pélvicas são bolsa em J e bolsa em S, dependendo do procedimento cirúrgico. O músculo esfíncter que circunda a abertura anal deve estar intacto para impedir o vazamento da bolsa. A consistência do dejeto da bolsa pélvica depende da dieta e pode ser influenciada por medicamentos.

6.3.1 Indicações:

• Colite ulcerativa
• Polipose familiar

6.3.2 Dejeto:

• Fezes moles e formadas
• Fezes agressivas à pele

6.3.3 Cuidado:

• Evacuação natural.
• Proteção para a pele perianal

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