Guia do Estomizado
                   

Guia do Estomizado

3 O Sistema Digestivo Normal

3.1 Intestino delgado
3.2 Intestino grosso

Embora uma colostomia crie uma modificação importante para o paciente, esta não representa uma alteração significativa na química do corpo e na função digestiva. A fim de apreciarmos como o corpo pode funcionar com uma colostomia ou uma ileostomia, vamos rever a função normal do trato digestivo.

3.1 Intestino delgado

Aproximadamente 6,9 m de comprimento. É formado por:

Duodeno (primeira parte): 25,4 cm a 30,4 cm, começando na saída do estômago.
Jejuno (segunda parte): cerca de 2,4 m a 2,7 m.
Íleo (terceira parte): cerca de 3,6 m, ligado ao intestino grosso pelo ceco.

Os nutrientes dos alimentos são digeridos e absorvidos no intestino delgado enquanto a comida é impulsionada pelo peristaltismo.

3.2 Intestino grosso

Aproximadamente 1,5 m a 1,8 m. É formado por:

Ceco: contém a válvula íleo-cecal, que impede o refluxo do alimento para o íleo, possuindo um conteúdo líquido e altamente ácido.
Cólon ascendente: seu conteúdo é líquido e ácido.
Cólon transverso: seu conteúdo é um líquido menos ácido.
Cólon descendente/sigmóide: nessa região, o conteúdo torna-se mais formado ou neutro.
Reto: fezes sólidas.

sistema digestivo

Sistema digestivo

As funções básicas do intestino grosso são a absorção de água e eletrólitos, o transporte de detritos por meio do peristaltismo e o armazenamento do dejeto digestivo até que este seja eliminado do corpo.

Uma vez que os nutrientes são absorvidos no intestino delgado, a colostomia não afeta a capacidade do corpo para nutrir-se. Quando uma colostomia interrompe a passagem do detrito, a armazenagem se torna mais difícil. Quanto mais alta a colostomia estiver localizada no cólon, menos tempo terá o intestino para absorver água e mais líquidas (ou moles) serão as fezes, provavelmente. Portanto, uma colostomia no cólon transverso expelirá dejetos mais moles e volumosos e exigirá o uso de uma bolsa coletora.

Uma colostomia mais baixa no cólon, perto do reto, expelirá um detrito que esteve no intestino por um tempo maior e, a não ser por efeito de doença, medicamentos ou outras formas de tratamento, poderá produzir um dejeto mais sólido. Alguns colostomizados acham-se capazes de expelir esse dejeto em momentos determinados com ou sem a ajuda de uma irrigação (um enema aplicado no estoma, veja item 8.3.2).

Depois da operação, se o reto estiver intacto, os pacientes podem sentir a necessidade de evacuar e até mesmo apresentar algum tipo de excreção pela região anal. Esta pode continuar a produzir muco, o qual pode ser excretado sempre que a necessidade se manifestar, sem provocar dano.

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